domingo, 6 de janeiro de 2013

um aperto de outros tempos

Sempre gostei de história. Tive a sorte de ter alguns bons professores, de me interessar por aquilo e as coisas sempre me correram bem. Então no nono ano, dar o século XX foi qualquer coisa de fascinante, toda a Europa sob o domínio de ditadores, tudo aquilo que envolvia as guerras - coisas que, habitualmente, as raparigas até nem gostam - era a matéria mais interessante de todos os tempos.
Talvez porque se juntava a coisas que já tinha lido, tipo Diários de Anne Frank e companhia. Aliás, lembro-me que na altura era quase obrigatório para mim que todos os livros que lia pertencessem a essa época.
Entretanto, passaram-se mais de três anos (arrepio-me só de ver como o tempo passa). Continuei a ler sobre esse tempo, a ver um filme ou outro, mas nada de muito intenso. Contudo, quando dou por mim a ler informação detalhada sobre esta altura, vejo não só as saudades que tenho de História - acho que até já me tinha esquecido do quão gostava disto - como todas estas coisas me continuam a deixar com um aperto, com uma sensação de mal estar,  a perguntar-me como tudo isto foi possível.
Voltar a confortar-me com esta realidade que nem um século tem, faz-me ter medo de pensar que há pessoas que são capazes de manipular um mundo inteiro, faz-me ter a certeza que devo fugir da ignorância a sete pés, que devo dar um par de estalos a todos os meus amigos que insistem a refugiar-se num desconhecimento total, sendo facilmente manipuláveis.
Dada a proximidade dos acontecimentos, faz uma impressão saber que há pessoas que testemunharam este terror, que se viram privados de algo que nós nem pensamos quando dizemos aquilo que nos apetece - a liberdade. Dói pensar que houve tantas injustiças, tanta sofrimento, tanto sangue.
Provavelmente, de toda a história da humanidade, esta será sempre a que mais me fascina e que mais respeito merece.

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