Aqui há uns anos (poucos) conheci uma rapariga, na altura em que foi para a minha turma, e fazia parte do grupo de pessoas com que me dava super bem. Não aquela coisa de contarmos todos, todinhos os pormenores das nossas vidinhas, mas sim, pelo menos alguns contávamos, passávamos muito tempo juntas e tínhamos muitas conversas típicas daquelas de quando se tem um friend novo.
Foi um ano feliz e até acho que poderíamos ter vindo a ser amigas à séria se isto se tivesse prolongado por mais um ano ou dois (ou talvez menos, dependendo daquilo que acontecesse).
Mas isso não aconteceu, porque ela conheceu um rapaz, que era da mesma turma e que a encantou. Até aí tudo muito bem. O problema foi quando começou a desconfiar dos amigos, isto porque ele lhe contava uma série de coisas do estilo: eles não querem que tu te dês comigo e etc e tal. Ela, parva e encantada por ele, acabou por se afastar não só de mim, mas dos melhores amigos dela, daqueles que eram capaz de fazer qualquer coisa por ela.
Se me sinto triste? Sim, tenho pena. Não que pense nisso todos os dias ou que seja uma coisa que me tire o sono. Mas não tenho tanta pena por não sermos óptimas amigas, tenho verdadeiramente pena que agora não passemos do olá tudo bem e, aquilo que tenho mesmo mais pena é dela. Porque está enganada em relação à pessoa com quem está (ele já a traiu várias vezes), mas ela prefere fechar os olhos e continuar no mundo dela, onde lá deve ter uma relação perfeita, jamais afectado pelo que quer que seja.
Não acho que a relação tenha futuro. Mais tarde ou mais cedo, aquilo vai acabar e ela vai perceber que já fez grandes estragos, que há pessoas que gostavam muito dele e que agora já não lhe dão tanta importância.
Neste momento, e no que me toca, está descartada a hipótese de virmos a ser grandes amigas. Claro que lhe falo, que conseguimos ter uma conversa até interessante, mas com meras trivialidades. Talvez esteja totalmente enganada, por ser que dê uma grande volta e que, por ironia do destino, comecemos a dar-nos melhor que nunca mas, sinceramente, não me parece.
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